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criado por Henrique
16:12:45
criado por Henrique
10:12:03Dos anos 70 a 2001 o Afeganistão sofreu tranformações como nenhum outro país do mundo. Um lugar onde as pessoas tinham uma qualidade de vida que era consideravelmente razoavel, passou a ser um lugar de condição de miséria e muitas dificuldades. Isso devido a invasão soviética e depois com a entrada do regime Talibã no poder. No livro A Cidade do Sol, o autor Khaled Hosseini, mostra mais uma vez como as pessoas de seu país passaram por essas adversidades.
Mariam nasceu e cresceu numa cidade pequena do interior do país, quando criança não entendia seu relacionamento com o pai e nem as explicações de sua mãe sobre isso. Depois que sua mãe morre de maneira trágica quando ela tinha 15 anos seu pai a oferece em casamento a Rashid,um homem trinta anos mais velho que Mariam. O casal se muda para a capital do país Cabul, e Mariam passa a ter uma vida reprimida pelo marido. Após muitos anos de casada outra tragédia acontece, mas dessa vez é a menina Laila que perde seus pais, vitimas de um missel que explodiu sua casa, vizinha de Mariam. A vida dessas duas mulheres tão diferentes são unidas pela tragédia, mas a união e cumplicidade entre elas, vão fortalece-las diante dos acontecimentos ruins em seu país.
Assim como em O caçador de pipas, Housseini coloca o periodo turbulento vivido no Afeganistao, como pano de fundo de sua historia. Mostra que o ser humano é forte para sobreviver as tragédias, e sua capacidade de ser maior que a guerra, a fome e todas as dificuldades que vivemos. A historia de Mariam e Laila é uma lição de vida para todos que leem esse livro.

criado por Henrique
15:02:06
criado por Henrique
15:40:22Calma gente, o blog não acabou não. É que como estou com falta de inspiração e o blog está muito desatualizado, eu coloco aqui a conclusão do meu relatório final do curso de licenciatura.
Segue o texto:
Esse semestre pode notar a grande diferença entre a escola pública e a particular. Existe um abismo entre elas em termos de organização, valorização e comprometimento de todos envolvidos. Não cabe aqui fazer juízo de valores e nem fazer comparações que todos nós que estudamos e nos envolvemos com a educação sabemos. Porem não posso deixar de lamentar a ineficiência da educação tanto pública quanto particular.
Existem alunos da escola pública que tem um potencial incrível, sabem interpretar textos e escrever. Ao mesmo tempo em que existem alunos da particular que não sabe nem quem é o prefeito da cidade ou o que faz um vereador. Isso de um modo geral é a exceção.
Mas o que mais é notável são os graus de comprometimento. Na escola pública o comprometimento de alunos, professores, e coordenadores é quase zero. Os alunos por que sabem que vão passar pela aprovação automática e se esforçam o mínimo, os professores precisam aprovar os alunos e se eles entenderam o conteúdo ou não, não faz diferença. A coordenação se compromete a evitar os problemas e manter a ordem mínima que seja. Também existe um preconceito (não sei se é exatamente essa a palavra, mas vou usá-la) entre todos eles. Os alunos acham os professores ruins e os professores acham os alunos ruins e empurra-se a situação com a barriga. Os alunos não têm o mínimo de interesse pelo conteúdo e usam de maneira explicita na sala de aula aparelhos celulares, mp3 e outras mídias eletrônicas que o distraiam. Isso desestimula muito o trabalho docente, pois ninguém consegue falar para quem não quer ouvir, e não faz diferença quem fala ou o que se fala, ou o que ouve ou quem se ouve. Por muitas vezes eu me questionei por que eles iam à escola. Mas felizmente existem exceções tanto do lado dissente quanto no docente, existem alunos interessados em aprender e a colaborar com a aula, não para tornar o ensino público melhor, mas por que sabem que aprender é bom. Existem professores que se preocupam com o conteúdo e com o bom ambiente, não para tornar o ensino público melhor, mas por terem a consciência de fazerem um trabalho bem feito e a sensação de dever cumprido. Ambos sabem que aquilo é um trabalho de formiga e que dará resultados bons. Na escola particular também existe um desinteresse natural dos alunos, devido à faixa etária. Não se nota o uso de mídias eletrônicas, mas as brincadeiras e conversas também prejudicam muito o trabalho do professor. O interesse se torna maior na particular por que o aluno sabe que precisa apreender o conteúdo para ser aprovado. Mas muitos alunos não têm consciência do privilégio que é estudar numa escola de qualidade, seja ela particular ou não, mas principalmente a particular, pois traz um retorno maior, num país que é pobre em produção de conhecimento.
A realidade da educação não é a das melhores e está longe de melhorar. Não existe interesse em melhorar a educação, o formato atual da escola está a quem do ideal. O mundo se transforma numa velocidade rápida e a escola não consegue acompanhar esse ritmo. Durante o estágio e notando a diferença entre as escolas encontrei muitas diferenças entre elas, mas como comentei também existem semelhanças como o desinteresse dos alunos por determinados conteúdos ou devido à faixa etária. Mas em ambas as escolas notei que a maior dificuldade que encontraremos será implantar e lecionar a sociologia. Parece que a escola não está preparada para receber a matéria, o atraso de sua manutenção vai limitar e muito a grandiosidade que as ciências sociais possuem. Mas assim como existem esses alunos e professores da escola pública que são exceções, se esforçam e se tornam vitoriosos, a simples introdução da sociologia na escola já é um grande passo. As ciências sociais devem ser valorizadas em todos os níveis de ensino, e essa valorização começa pela base, a base é a escola e devemos valorizá-la independente de sua realidade.

criado por Henrique
09:03:11