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Hoje vou fazer algo mais diferente ao invés de comentar um livro vou comentar um filme. Porem... Esse filme é baseado num livro O conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas (1802-1870), autor também de outro clássico Os três mosqueteiros. Essa história já teve duas produções cinematográficas uma inglesa de 1975 e outra americana de 2002. O filme que assisti (e gostei) é o de 2002. Não li o livro, mas segundo alguns críticos a produção de 2002 exclui muitos personagens da obra original, quê seriam familiares e empregados dos personagens centrais.
A clássica história de Dumas trata num primeiro momento da amizade de dois jovens marinheiros Fernand e Edmond Dantes que é noivo de Mercedes. Porem Fernand é apaixonado por Mercedes e através de uma armação traidora, ele acusa Edmond de assassinato e o coloca na prisão. Na prisão Edmond conhece um velho padre e enquanto fazem um túnel para fugir, o padre ensina a Edmond, que está tomado pelo sentimento de vingança, muitos conhecimentos de política, economia e lutas. Após treze anos preso Edmond foge e o padre pouco antes de morrer lhe entrega um mapa com o tesouro da ilha de monte cristo. Inteligente, rico e ainda vingativo Edmond se torna o misterioso Conde de Monte Cristo, e vai executar sua vingança contra Fernand e recuperar Mercedes.
O filme é bom e como todo filme baseado num livro tem seus defeitos de cortar partes da historia original, principalmente quando se trata de um clássico da literatura. De qualquer forma o filme ajuda a conhecer essa excelente história escrita por Dumas.
Trecho de um diálogo que Dumas escreveu nessa história:
“Não cometa o crime pelo qual cumpre sentença, Deus diz 'a vingança é minha.
Edmond Responde: Eu não acredito em Deus, o padre Abad Farid encerra: Não importa! Ele crê em você...”
(Frase dita tempos antes da morte do padre na prisão). 

criado por Henrique
11:02:44O Brasil até hoje sustenta a fama de ser o país do futebol. Embora o esporte bretão mantenha a paixão de milhares de torcedores e tem muito espaço na mídia, ele não é mais o mesmo. E olha que eu nem tenho idade para ser saudosista e dizer que no “meu tempo o jogo era mais bonito”. Acontece que a globalização atingiu o futebol e com isso o esporte se nivelou por baixo em termos de seleção nacional. Claro que temos grandes jogos tanto no Brasil quanto na Europa, porem a seleção brasileira virou uma espécie de caravana que excursiona pelo mundo e enche os cofres da CBF. A seleção brasileira já foi melhor enquanto as outras já foram piores, por isso que o futebol se nivelou por baixo na minha opinião.
O esporte que nós deveríamos nos orgulhar de termos a seleção que temos é o vôlei, principalmente o masculino. Os atletas de vôlei não são tão milionários quantos os do futebol embora os da seleção joguem no exterior na sua maioria. Os jogos não têm transmissão no horário nobre e os ginásios não estejam lotados, a seleção brasileira conquista títulos sempre, ou pelo menos está nas finais. Para se ter uma idéia de 2001 a 2006 o Brasil disputou 21 campeonatos e ganhou 17 sendo eles dois campeonatos mundiais, seis ligas mundiais, uma copa do mundo, uma copa dos campeões e uma olimpíada e ainda obteve três segundos lugares e um terceiro. Sem contar o Pan de 2007 e outros títulos de uma geração anterior como a olimpíada de 92 em Barcelona e a Liga mundial de 93. O Brasil é favorito a conquista de mais um ouro olímpico em Pequim 2008.
Lembro da final olímpica de 2004 contra a Itália, parecia final de copa do mundo de futebol. E ao contrario do futebol o vôlei masculino esta em alto nível e com grandes seleções, que conseguem unir a força e a técnica em seus elencos.
A fama do país do futebol nunca perderemos, pois nenhuma outra seleção conquistou cinco copas como o Brasil e ainda continuamos a produzir e exportar craques mundo a fora. Mas podemos nos considerar também o país do vôlei e dar mais espaço a esse esporte campeão.

criado por Henrique
11:05:44Há muito tempo acredito que minha geração esteja mudando alguns conceitos. Isso não quer dizer que as coisas estão melhorando, pois mudar não significa melhorar. Um desses conceitos é o de moradia. A palavra morar tem mudado seu significado de acordo com as atitudes das pessoas. Hoje em dia não se mora mais numa casa, apenas se dorme nela. Por exemplo, eu tenho uma amigo que até pouco tempo atrás tinha a seguinte rotina: Saia de casa na Lapa, as 7hs para chegar em seu trabalho na Brigadeiro Luiz Antonio as 8hs. Ficava por la até as 17hs depois pegava o onibus e ia para a faculdade em Interlagos. Saia de lá as 22hs para chegar as sua casa por volta da meia noite, pra no dia seguinte sair as 7hs da manhã. Agora eu pergunto: Onde , afinal, ele morava? Acho que na rua, ou no trabalho, ou no onibus, em qualquer lugar, menos na casa dele.
Eu nunca perguntei a ele mas sempre tive vontade de indaga-lo, por quais motivos ele voltava pra casa se ficava lá menos de 7 horas por dia. E olha que ele nem ganhava tanto assim. Tem jeito que saí de casa as 5 da matina fica três ou quatro horas pra chegar ao local de trabalho e demora o mesmo tanto pra voltar. Proponho duas alternativas. Uma é que as empresas ou locais de trabalho façam quartos para seus funcionários passarem a noite, assim não precisavam pagar transporte a eles e teriam trabalhadores mais descansados. Outra e muito dificil, é reduzir a carga horária e encontrar empregos mais próximos a casa dos funcionários, o que é praticamente impossivel aqui em Sao Paulo.
Sinceramente eu trabalho 6 horas por dia e demoro mais ou menos 1 hora pra ir e voltar e já acho um absurdo. Não sei até que ponto as pessoas tem tanta necessidade de se submenter a uma rotina dessas. Sei que são poucos ou quase ninguem que podem escolher onde trabalhar e entram no primeiro emprego que aparece e que nem sempre é compesador. Com isso as pessoas perdem até a noção do que é uma moradia, acham que é lugar que se dorme e que se paga contas e não usufruem de uma casa muito menos de um lar. Ficam o dia inteiro fora, por motivos de necessidade e quando chegam dormem (poucas horas) para no outro dia acordarem com sono e repetir a rotina.
Enfim, se você faz parte dessa rotina, quando te perguntarem onde mora, diga qualquer coisa, menos o endereço de sua casa.

criado por Henrique
11:03:34Esse post de hoje foi feito meio que de improviso, pois geralmente escrevo um rascunho no word depois passo para o blog então nao reparem por favor em erros mais gritantes.
Acaba de ser inaugurada em São Paulo a ponte Octavio Frias de Oliveira, que leva o nome do falecido dono do jornal Folha de S. Paulo. Numa epoca em que os engarrafamentos batem recordes de quilometros parados e nao se para de vender carros, o municipio acaba de fazer uma ponte onde adivinhem... so passam carros. O dinheiro dessa obra que custou R$ 230 milhões poderia ser feito algumas linhas de metrô, melhor e aumentar a frota de ônibus sem aumento da passagem, politicas de incentivo ao transporte público e outras melhorias para o transporte coletivo. Mas como vivemos na cultura do transporte indivdual e quem está num ônibus sonha em comprar um carro financiado em 10 anos, sempre teremos esse tipo de política pública.
Acho engraçado, irônico e até parodoxal quem só anda de carro e reclama do transito de SP, sendo que é o carro dele que atrapalha o trânsito. Pior ainda são os jornais entrevistando motoristas e nao passageiros de onibus para falar do trânsito. Mas sinceramente, e já que estamos no mundo do individualismo, quanto mais pessoas comprarem carros, mais o metrô que EU ando fica mais vazio e mais rápido, o ônibus que EU uso tambem vai mais rápido pelo corredor.. Enquanto isso eu financio o MEU próprio carro. Só não quero ninguem me atrapalhando, ficando na frente do MEU caminho.

Ponte Octavio Frias de Oliveira: uma obra "faraônica" custeado por muitos e usada por poucos.

criado por Henrique
12:02:20Hoje o blog completa três meses de existência. Nesse tempo foram contabilizados 20 post, este é o vigésimo primeiro e muitos comentários. Todos os post tiveram pelo menos um comentário e bons comentários, diga-se de passagem. Alguns discordando dos textos e outros não, mas nunca nenhum ofensivo e sempre com boas criticas.
Nos primeiros dois meses quase todos os comentários eram de parentes e amigos, mas no último mês o pessoal da blogosfera começou a conhecer o blog e passou a comentar também.Alguns eu não sei como conheceram outros foi por eu ter comentado em seus blogs.
Nesses três meses o blog atingiu seu objetivo, como, por exemplo, de divulgar idéias e opiniões, promover o debate e ouvir as pessoas. A principio quem dá as opiniões sou somente eu que escrevo os textos, mas quem comenta também opina e assim se promove o debate.
Tento deixar o blog o mais diversificado possível e abordar diversos assuntos, que não estão na grande mídia, como divulgar livros e falar de situações mais próximas ao nosso cotidiano. Recusei-me, por exemplo, em falar do “caso Isabela” e “do caso Ronaldo”, pois minha idéia é fazer algo diferente ou pelo menos mais criativo.
Acho que nesse tempo o blog teve a aprovação e a simpatia dos leitores, que continuemos a aproveitar esse espaço, essa TAZ (sigla em inglês para Zona Autônoma Temporária). Que ele tenha vida longa, assim como a Juma, minha cachorra está tendo preste a completar nove anos.
E vocês acham que o blog está aprovado? Quais mudanças vocês sugerem?

Olha a Juma, ficando com os pelos brancos: vida longa as duas Jumas!

criado por Henrique
11:43:45