Mundo Cão: Soltando os cachorros!

Esse blog tem a ideia divulgar pensamentos e noticias dos mais diversos tipos, como esportes, política, TV, sociedade, cultura e o que possa ser discutido de forma inteligente. O nome é em homenagem a minha velha cachorra Juma.

Mundo Cão: Soltando os cachorros!

Esse blog tem a ideia divulgar pensamentos e noticias dos mais diversos tipos, como esportes, política, TV, sociedade, cultura e o que possa ser discutido de forma inteligente. O nome é em homenagem a minha velha cachorra Juma.
<  Julho 2008  >
S T Q Q S S D
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 31      
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Julho 2008

29.07.08

Mobilizados para inutilidades.

Todos que assistem televisão sabem que nas noites de domingo os canais de TV em sua maioria exibem programas esportivos mostrando como foi a rodada futebolística daquele fim de semana. Pois é, um dia desses eu estava assistindo ao programa Bola na Rede da Rede TV! Um dos convidados era o ex-jogador Pintado que jogou no São Paulo F.C no começo dos anos 90 e hoje é treinador, quando esse programa foi exibido a cerca de um mês atrás Pintado era o treinador do São Caetano. Perguntado o que ele achava de protesto de torcedores que vão aos clubes reclamar Pintando disse algo assim: “Se o brasileiro fosse mobilizado para reclamar desse jeito para termos uma saúde, uma política, uma condição de trabalho melhor, seriamos um país melhor”.
Essa frase vinda de um treinador de futebol ganha uma força maior, pois ele está inserido no futebol e raramente vemos um profissional dessa área criticá-la.
Quem me conhece sabe que gosto muito de esporte e principalmente de futebol, acompanho os jogos do meu time e muitos campeonatos, mas sou obrigado a concordar com Pintando.
O que leva um cidadão em plena a segunda-feira ir ao clube reclamar que o time perdeu? Por que esse mesmo cidadão não faz manifestações quando seu filho está sem escola ou quando está num corredor de hospital?
O Brasil sofre uma grande inversão de valores não nos conformamos quando a seleção brasileira (hoje seleção da CBF) perde a Copa do Mundo, mas achamos natural um corrupto não ficar preso por mais de 12 horas. Achamos ridículo quando a seleção de vôlei fica em quarto lugar na liga mundial, mas só falamos da greve de trabalhadores por que elas param o trânsito e de forma negativa sem se preocupar em saber os motivos daquela greve. Ficamos injuriados quando nosso time perde, mas achamos normal ficarmos duas horas dentro de um ônibus. Ofendemos nosso vizinho quando o time dele perde, mas não falamos nada a ele quando ele joga lixo na rua ou desperdiça água na calçada.
Enfim o que é banal, ou o que deveria ser uma simples diversão e entretenimento se sobrepõem ao que importante e vital, e assim continuamos a ser o país do futuro, mas sem um presente decente.

18.07.08

Amor em minúscula

Dizem que as pessoas que têm um animal de estimação têm uma qualidade de vida melhor e um tempo dela prolongado. Quem tem sabe que um animal em casa muda bastante a rotina e também traz muita diversão e boas historias. Foi o que aconteceu com Samuel de Juan protagonista do romance Amor em minúscula do autor espanhol Francesc Miralles.
Samuel é um professor universitário de filologia e literatura alemã, é solteirão e beirando os 40 anos vive sozinho em Barcelona. No primeiro dia do ano Samuel recebe uma visita inesperada um gato entra em sua casa e esse simples fato vai desencadear muitos acontecimentos em sua vida. Depois da chegada do gato batizado de Mishima, nome de um escritor japonês, Samuel terá sua rotina mudada e encontrará pessoas muito excêntricas como seu vizinho Titus e o misterioso Valdemar. Também terá a chance de reeditar um amor perdido ainda na infância.
Amor em minúscula é uma leitura muito boa de fazer, e mostra que as transformações que vivemos acontecem por pequenos fatos.


14.07.08

Lei seca? Só se for seca de gasolina.

Post curtinho só pra não falar que não atualizei.
A nova lei que entrou em vigor há alguns dias atrás que reduzido a quantidade de álcool limite para que o motorista possa dirigir continua causando polêmica. Agora o limite permitido é até 0,2 mg de álcool na corrente sanguínea. Eu particularmente sou a favor e as estatísticas recentes mostram que o número de acidentes automobilísticos causados pela influência do consumo de álcool caiu 57%.
Porem o autor desse blog fez outra constatação. O número de clientes nos bares também caiu, ou seja, o brasileiro gosta mais de dirigir do que de beber. Por que ninguém deixou de andar de carro para ir ao bar deixou de ir ao bar. O cara não pensou em ir a outro lugar mais próximo ou de carona, ou de metrô seja lá como for apenas pensou se não posso ir de carro não vou. Então eu acho que se colocarem um carro e uma garrafa de cerveja na frente de um cidadão, ele vai entrar no carro e sair pelas ruas, ao invés de tomar uma cervejinha.
É importante dizer que essa lei não é exatamente uma Lei Seca, pois não esta proíba nenhum tipo de bebida alcoólica todas podem ser vendidas e consumidas como sempre foram só não se pode dirigir automóveis depois de ingeri-las, por isso a lei seca é de seca de gasolina e não de álcool.
De qualquer forma espero que a lei se mantenha por muitos anos e que principalmente as pessoas se conscientizem que a soma de álcool e direção dão um resultado negativo. Que continuemos a preferir os carros ao álcool.

08.07.08

Olimpíadas II

Há um mês no dia oito de junho eu escrevi um post sobre as próximas olimpíadas que acontecem daqui um mês no dia oito de agosto. Mas hoje não quero falar dos próximos jogos que se realizarão em Pequim e nem nos jogos de 2012 que se realizarão em Londres. Quero falar dos jogos que acontecerão daqui oito anos em 2016 que podem se realizar em Chicago, Madrid, Tóquio ou (esperamos que não) Rio de janeiro. Pois é o Rio é a cidade finalista para sediar os jogos.
Só na candidatura serão gastos 85 milhões repito só para a candidatura, ou seja, só para mostrar que o Rio tem competência para se a sede. Imagine quanto não serão gastos para a realização dos jogos. E isso é dinheiro público que deveria ser prioritariamente investidos nas escolas e na educação, na saúde e na segurança.
Os jogos Pan-Americanos de 2007 estavam orçados em R$ 400 milhões e foi gasto R$ 4 bilhões, 10 vezes mais que a previsão inicial. Imaginem quanto serão gatos para os jogos olímpicos? Vamos chutar uma quantidade de R$ 5 bilhões. Mais a Copa do Mundo de 2014 que também será no Brasil, vamos colocar mais um bilhão, afinal dinheiro público não tem dono, né? Seriam R$ 10 bilhões em nove anos para que façamos eventos esportivos. Vejam as instalações do Pan. Quase todas as moscas e abandonadas isso em menos de um ano após o fim dos jogos. Não temos lá times e atletas de base treinando ou sendo usados por atletas amadores.
Agora imaginem esses 10 bilhões em nove anos investidos nas escolas e na educação, no esporte na escola e no desenvolvimento de atletas e treinadores. Ou imaginem esse dinheiro só para a cidade do Rio, como ela poderia melhor a condição de vida de seus habitantes. Mas no Brasil muitos valores são invertidos, preferimos mostrar que somos bons no esporte sediando os jogos, ao invés de investimos no esporte e sermos bons nas olimpíadas.
Por isso continuo torcendo para que os jogos não se realizem no Rio, ou em qualquer outra cidade brasileira.

02.07.08

O inferno são os outros.

Essa frase acima é do filósofo francês Jean Paul Sartre (1905-1980). A idéia básica dela é a seguinte: as outras pessoas podem impossibilitar meus projetos pessoais, porem não se pode evitar a convivência com elas. Sem elas o meu próprio projeto pessoal não faria sentido. É através das outras pessoas que nos percebemos como parte do mundo.

Foi essa frase que inspirou a denominação dos personagens “os outros” na serie Lost. Em Lost também temos alguns nomes conhecidos da filosofia como John Locke, Rousseau, Bakunin entre outros.

Essa frase de Sartre é passível de várias interpretações e eu tenho a minha. Por muito tempo eu demorei a entendê-la, mas ela não é tão complicada assim. Por mais que não gostemos, o outro é fundamental para a nossa existência, tanto na diversidade biológica quanto na diversidade de pensamentos e escolhas. Afinal o que seria do azul se não existe o vermelho. Mas o que eu entendo pela frase “o inferno são os outros” é que sempre achamos que estamos certos e justificamos nossos erros com a frase “todo mundo faz também”. Exemplos não faltam principalmente quando andamos na rua. Se vemos alguém jogando lixo na rua ficamos bravos, mas quando nós jogamos não há problema todo mundo faz também. Quando estamos a pé e vemos um carro passar no sinal vermelho também não gostamos, mas quando estamos num carro e nós passamos o sinal vermelho não a problema foi só dessa vez, todos fazem isso.

Enfim, sempre achamos que o outro está errado e nós sempre certos. Independente do que fazemos estamos certos, mas se alguém faz o mesmo erro que eu se torna um irresponsável. Vivemos na era do individualismo e por isso os outros nos incomoda tanto. Os outros sempre tornam nossa vida um inferno, mas não vemos no que atrapalhamos a realização dos outros, por mais simples que seja.Existe uma propaganda na TV, uma especie de video institucional, que pergunta: "Se a cidade fosse um monte de você, ela seria melhor ou pior?". É pra se pensar


É por causa desse tipo de pensamento e dos exemplos que vemos nas ruas, que eu concordo com um amigo que diz que “estamos caminhando a passos largos rumo à barbárie”. Talvez essa frase, daqui alguns anos, se torna digna de algumas interpretações filosóficas como a frase de Sartre. Mas isso já é assunto para o futuro, espero que de tempo de chegar até lá, antes que nos matemos todos.